Análise Macbook Pro 2011 de 13 polegadas

Alyen

No passado 24 de fevereiro de 2011, Apple renovou sua família de notebooks MacBook Pro de 13, 15 e 17 polegadas com a incorporação dos novos processadores Sandy Bridge Intel Core i5 e Intel Core i7, e a placa de vídeo AMD Radeon HD (6490M ou 6750M) nos modelos de 15 e 17 polegadas, e o porto Thunderbolt. Todo mundo esperava esta renovação já que depois do lançamento dos novos MacBook Air de 11 e 13 polegadas o passado 20 de outubro de 2010, estava claro que a família MacBook Pro precisava uma atualização para melhorar seu rendimento.

Agora, os notebooks de Apple têm perfis de usuários bem definidos. O MacBook de policarbonato branco se vende desde R$ 3.599,00 e seu “tipo de usuário” é aquele que procura trabalhar no ecossistema Mac OS X mas seu orçamento é limitado. Depois encontramos os já mencionados MacBook Air de 11 e 13 polegadas com preços que vão desde os R$ 2.999,00 do modelo básico de 11 polegadas aos R$ 3.799,00 do MacBook Air de 13 polegadas com 128 Gbytes de armazenamento flash. Aqui o usuário prima sobretudo a mobilidade.

Por último, temos aos MacBook Pro, todos eles com enfoque profissional mas para diferente público porque seus tamanhos diferem bastante e está claro que não é igual trabalhar com um processador de duplo núcleo que com um de quatro núcleo, sem esquecer que a placa de vídeo HD Graphics 3000 de Intel não compete com a AMD Radeon HD. Nesta caso os preços também são díspares, desde os R$ 3.599,00 do 13 polegadas básico aos R$ 9.199,00 do modelos de mais de 17 polegadas o mais alto da gama (este preço pode crescer com extras como mais memória, unidade SSD, etc.).

Exteriormente não mudou nada no MacBook Pro de 13 polegadas.

Sem mudanças aparentes

Uma vez que localizamos as diferentes famílias de notebooks da Apple, chega o momento de centrar-nos no MacBook Pro de 13 polegadas com processador Intel Core i7 a 2,7 GHz com 4 Gbytes de RAM a 1.333 MHz e disco duro Serial ATA de 500 Gbytes a 5.400 rpm. Esta configuração, que é a que nós analisamos nesta ocasião, é o topo de gama dos modelos de 13 polegadas (o outro modelo de  R$ 3.599,00 vem com um Intel Core i5 a 2,3 GHz e seu disco duro é de 320 Gbytes) e seu preço é de R$ 4.999,00.

O primeiro que chama o atendimento para alguém que já tenha um MacBook Pro da geração anterior é que exteriormente não há nenhuma mudança. Bom, não é bem assim porque no lateral esquerdo, onde estão localizados o porto FireWire 800 e os dois USB 2.0, encontramos com uma entrada do mesmo aspecto que o mini DisplayPort de modelos anteriores, mas em lugar de ter seu logotipo habitual apresenta outro diferente em forma de raio, o símbolo do novo porto Thunderbolt, do que falaremos mais adiante.

Salvo o raio de Thunderbolt, o novo MacBook Pro de 13 polegadas é idêntico à geração anterior por fora, isto é, carcaça unibody de alumínio e vidro reciclavel em sua maior parte, tela sem mercúrio retroiluminada por LED, teclado retroiluminado de tamanho padrão com 79 teclas (12 delas de função e 4 delas de flecha), trackpad Multi-Touch, alto-falantes estéreo com reforço de graves, microfone omnidireccional, entrada combinada de áudio/auriculares, tomada de corrente MagSafe e as mesmas medidas, 2,41 cm (alto) x 32,5 cm (largo) x 22,7 cm (fundo), e um peso de 2,04 quilos.

Na imagem vemos o conector MagSafe, o mesmo que na geração anterior.

Câmara FaceTime HD

Pese a que exteriormente não há mudanças, esta última renovação do MacBook Pro de 13 polegadas não está isenta de novidades. Às que já aludimos como o processador Intel Core i7 de duplo núcleo ou a placa de vídeo Intel HD Graphics 3000 própria da arquitetura Sandy Bridge, há que somar outras como a videochamada FaceTime em alta resolução.

Com a nova aplicação de FaceTime também podemos fazer videochamadas em formato 16:9.

A nova câmara FaceTime HD integrada na tela do MacBook Pro é inclusive mais fina do que a do iPhone 4 e oferece uma resolução três vezes maior do que a versão anterior, até 720p. Esta câmara também admite o formato 16:9, pelo que agora poderás ver a mais gente ao mesmo tempo, ideal para quando há uma videochamada de um grupo.

Para desfrutar de FaceTime em HD podes fazê-lo entre novos MacBook Pro em HD 720p ou com a resolução anterior com qualquer Mac com processador Intel, o iPhone 4, o iPad 2 ou o iPod touch de quarta geração. Isso sim, ainda que a nova versão da aplicação FaceTime (a 1.0.1) vem incluída nos últimos MacBook Pro, o que tenha outros modelos de Mac terá que baixar na App Store ao preço de $0.99.

Thunderbolt, o “superpuerto”

Provavelmente a maior novidade desta última hornada de MacBook Pro é a inclusão da tecnologia Thunderbolt baseada em Light Peak de Intel. O primeiro que há que dizer de Thunderbolt é que oferece um largo de banda de até 10 Gbps, isto é, transferências teóricas de 1.250 Mbytes/segundo, suficiente para transferir a informação de um disco Blu-ray em pouco mais de 30 segundos.

Junto à entrada Gigabit Ethernet, encontramos o novo porto Thunderbolt (ver o raio) com o mesmo aspecto que o mini DisplayPort.

Outro dado interessante é que Thunderbolt permite usar, em cascata, até seis dispositivos com o mesmo conector. Desta forma poderemos centralizar nossos periféricos de saída de vídeo (DisplayPort), USB, eSATA e FireWire num único porto. O que queremos deixar claro é que Thunderbolt é compatível com DisplayPort, isto é, podemos usar telas DisplayPort diretamente através deste conector, bem como fazer uso dos conversores que se vendem na loja de Apple.

A dia de hoje é o único que poderemos conectar a Thunderbolt, já que falamos de uma tecnologia que ainda não tem periféricos que a aproveitem (por exemplo, LaCie anunciou que seu Little Big Disk), mas desde Apple nos confirmaram que esperam um iminente desembarco de “periféricos Thunderbolt”.

Velocidade teórica de Thunderbolt frente a USB 2.0, FireWire 800, Express Card e USB 3.0.

Tecnologia Sandy Bridge

Os processadores de quatro núcleos Core i7 de Intel vêm de série nos MacBook Pro de 15 e 17 polegadas, enquanto no MacBook Pro de 13 polegadas o modelo primeiramente se vende com um Intel Core i5 de dois núcleos e o que nós estamos analisando é um Core i7, também de dois núcleos. A novidade da arquitetura Sandy Bridge é que num único chip temos o processador, a cache, o controlador de memória e o processador gráfico. Ao estar tudo junto, os dados não têm que “viajar” tanto e tudo é mais rápido (uma explicação simples). Ademais, nos novos micros de Intel encontramos outras tecnologias que incrementam seu rendimento, como  Turbo Boost 2.0 e Hyper-Threading.

Como já dissemos, dentro do mesmo chip está o processador gráfico, que tem acesso direto à cache de nível 3. Ainda que os modelos de 15 e 17 polegadas contam com uma placa de vídeo dedicada (AMD Radeon HD 6490M ou 6750M) junto à Intel HD Graphics 3000 para mudar automaticamente entre elas quando se precisa mais ou menos rendimento e conseguir assim otimizar o consumo de bateria, no MacBook Pro de 13 polegadas só temos a HD Graphics 3000 com 384 Mbytes de SDRAM DDR3 compartilhada com a memória principal.

A maior crítica que se pode fazer do novo apartado gráfico do MacBook Pro de 13 polegadas é que sua tela não mudou nada em relação com a geração anterior. Segue sendo uma tela panorâmica brilhante retroiluminada por LED de 13,3 polegadas com uma resolução de 1.280 x 800 pontos. Tendo em conta que o novo MacBook Air de 13 polegadas tem uma resolução de 1.440 x 900 pontos, muita gente esperava que esta resolução também estivesse presente nos novos MacBook Pro de 13 polegadas.

Onde estão as 10 horas de autonomia?

Quando se apresentaram os novos MacBook Pro teve muita gente que se estranhou de que a autonomia de suas baterias tivesse baixado, mas ainda que sobre o papel é assim, não é tudo verdade. Os três modelos, o de 13, o de 15 e o de 17 polegadas, oficialmente têm uma bateria que dura 7 horas, mais nas versões anteriores o MacBook de 15 chegava a 8 horas, o de 17 a 9 horas e o de 13 polegadas presumia de nada menos que 10 horas de autonomia. Que aconteceu?

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A explicação é que Apple começou a usar um novo método de medição da vida da bateria, sendo mais preciso. Basicamente, puseram cada dispositivo ao 50% do brilho da tela e navegaram pelos 25 sites mais populares da Rede, incluindo reprodução de vídeo Flash. Com este novo sistema de medição as cifras de autonomia diminuem, mas agradecemos que sejam mais reais porque certamente nenhum MacBook Pro de 13 polegadas atingiu nem de longe as 10 horas de autonomia anunciadas.

As provas

Além de Thunderbolt, está claro que a principal novidade da família MacBook Pro foi a inclusão de novos processadores (dobro e quatro núcleo) com tecnologia Sandy Bridge de Intel, bem como o uso de memória RAM DDR3 a 1.333 MHz. Como a equipo analisado, o MacBook Pro de 13 polegadas com Intel Core i7 de duplo núcleo a 2,7 GHz, não tem placa de vídeo dedicado AMD Radeon HD e só conta com a HD Graphics 3000 de Intel, está claro que a diferença de rendimento desta nova geração frente à anterior se notará mais nos modelos de 15 e 17 polegadas que ademais incorporam um Core i7 de quatro núcleo.

No entanto, que ninguém pense que este novo MacBook Pro de 13 polegadas não melhorou muitíssimo em rendimento. Nós passamos o teste GeekBench 2.1.1.2 de 64 bits e comparamos seus resultados com a geração anterior de MacBook Pro de 13 polegadas (em concreto o modelo com micro Intel Core 2 Duo a 2,4 GHz e 4 Mbytes de RAM). No gráfico de acima os podemos ver a comparação. A barra de cor azul, que nos dá o resultado global do teste, atinge os 6.961 pontos no MacBook Pro de 13 polegadas que estamos analisando e de 3.864 pontos no MacBook Pro de 13 polegadas de 2010.

Ademais, quisemos “enfrentar” ao novo MacBook Pro de 13 polegadas com processador Intel Core i7 com um MacBook Air de última geração (processador Intel Core 2 Duo a 1,86 GHz, 4 Gbytes de RAM e SSD de 128 Gbytes). A seguir deixamos três vídeos onde podemos ver como se comportam ambos equipos em três apartados:

– Velocidade de arranque.

– Tempo de carregamento de um arquivo .psd de PhotoShop de 19,4 Mbytes.

– Tempo de carregamento de um arquivo de PowerPoint de 4,9 Mbytes.



Conclusões

Felizmente, Apple renovou sua família MacBook Pro e agora podemos desfrutar da tecnologia Sandy Bridge com processadores de dobro e cuádruple núcleo (Core i5 e Core i7) que demonstram seu maior rendimento frente aos já um pouco desfasados Intel Core 2 Duo.

Também devemos falar de Thunderbolt. O que promete esta tecnologia quanto a velocidade de transferência e conexão de múltiplos dispositivos frente a padrões como FireWire ou USB 2.0 (também USB 3.0) é de tal magnitude que o único que esperamos é que tenha bastantes periféricos para poder desfrutá-la. Todos aqueles que se comprem um novo MacBook Pro ficarão um pouco frustrados, mas que saibam que fizeram um investimento de futuro não muito longínquo (em três meses seguro que terá muitos “periféricos Thunderbolt”).

Por seguir com o positivo do novo MacBook Pro de 13 polegadas, mencionar sua ranhura para cartões SDXC que admite cartões de até 64 Gbytes ou a câmara FaceTime HD com uma resolução de 720p. Nossa maior crítica se baseia em que a resolução de tela de 1.280 x 800 pontos poderia ter-se atualizado perfeitamente a 1.440 x 900 pontos como a do MacBook Air de 13 polegadas. Tivesse sido um grande detalhe para um produto muito recomendável.

Via muycomputerpro.com

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