Pirataria de software cresce no mundo, mas recua no Brasil

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Pirataria de software cresce no mundo, mas recua no Brasil
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A pirataria de software no mundo cresceu no ano passado, respondendo por 41% de todos os programas instalados, com perdas de US$ 53 bilhões estimadas para as empresas produtoras, anunciou a Business Software Alliance (BSA), nesta terça-feira (12).

Os índices mundiais de pirataria subiram de 38% dos programas instalados em empresas e residências em 2007 para 41% em 2008, apesar do sucesso da China e da Rússia em esforços para reprimir o comércio ilegal, de acordo com um estudo conduzido pelo grupo de pesquisa de mercado IDC para a BSA.

No Brasil, a pesquisa indica redução de 1 ponto percentual, chegando aos 58%. No acumulado dos últimos três anos, entre 2005 e 2008, o país registrou queda de 6 pontos no índice.

O valor monetário de software pirata no Brasil aumentou 1,73% em relação a 2007, alcançando R$ 1,645 bilhão.

As vendas mundiais de software para computadores pessoais cresceram 14% no ano passado, para US$ 88 bilhões.

Embora tenha surgido progresso na repressão à pirataria em alguns países, com quedas em cerca de metade dos mercados pesquisados, o valor pirateado em dólares “na verdade subiu”, disse Robert Holleyman, presidente da BSA.

Holleyman disse que embora a pirataria nos Estados Unidos responda por cerca de 20% do total do mercado, a menor porcentagem no mundo, ela ainda assim representa um sério problema, porque mais software é vendido nos EUA do que em qualquer outro país.

Holleyman disse que boa parte das perdas vêm de pequenas empresas que utilizam cópias não licenciadas de programas  populares. Elas podem ter 50 máquinas, mas pagam licenças para o software de apenas 25 delas. “Os EUA apresentam o maior prejuízo em termos de valor”, ele disse.

O índice de pirataria na China caiu de 90% dos vendidos, em 2004, para 80% no ano passado, enquanto na Rússia o índice de pirataria se reduziu em cinco pontos percentuais em 2008, para 68%, constatou o estudo.

O progresso na China surgiu porque o governo decidiu usar apenas software legítimo, porque os provedores de acesso à Internet cooperaram para tirar piratas da rede, quando solicitados, e devido a outras medidas, disse Holleyman.

O estudo identificou cinco países com índices de pirataria de 90% ou mais: Geórgia, Bangladesh, Armênia, Zimbábue, Sri Lanka, Azerbaijão e Moldova.

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